A Psicanálise diante do Autismo:considerações históricas e clínicas
Abril 23, 2009 – 2:27 pmA partir da descrição do autismo por Leo Kanner, em 1940, a Psicanálise tem buscado responder aos desafios teórico-clínicos suscitados por essa síndrome.
Em nossa apresentação, enfocamos, inicialmente, os marcos históricos do autismo infantil precoce, salientando tanto sua descrição clínica quanto as polêmicas em torno das hipóteses etiológicas. Em seguida, abordamos as principais contribuições da psicanálise ao tema do autismo indicando os trabalhos de M. Mahler, Frances Tustin, D. Winnicott, Rosine e Robert Lefort, entre outros.
O caso Dick, trabalhado por Melanie Klein e interpretado posteriormente, como o primeiro caso de autismo relatado pela psicanálise, serviu-nos como porta de entrada para a discussão clínica psicanalítica do autismo.
Apresentamos e discutimos a tese do “analista não intérprete”, proposta por M. I. Tafuri, a partir do caso “Maria” e de suas elaborações de forte inspiração Winnicottiana. Tal tese permite-nos relançar o problema dos transtornos precoces na constituição do psiquismo e considerar o papel dos envelopes sensoriais nessa constituição.
Maria Teresa de Melo Carvalho
Belo Horizonte, 17 de Fevereiro de 2009.